A Quinta da Memória, edifício de linhas arquitetónicas setecentistas, deve o seu nome ao Memorial de Odivelas, monumento do qual dista poucos metros. É possível deduzir, a partir dos registos históricos, que a sua área original era muito maior do que na atualidade, resultado da intensa pressão urbanística verificada no território odivelense a partir da segunda metade do século XX.
Foi mandada construir por Dom Rodrigo de Moura Teles, membro do Conselho de Estado dos reis D. Pedro II e D. João V e arcebispo de Braga entre 1704 e 1728, razão pela qual a Quinta da Memória foi também conhecida como Casa do Arcebispo. O sinal mais visível dessa presença é o brasão que encima o portão da entrada principal, onde constam as armas dos Moura.
A Quinta permaneceu na posse de gente ilustre, sendo que entre 1763 e 1770 o proprietário foi D. Lourenço da Silva, que desempenhou as funções de Aposentador-mor do reino. Está documentado que nesta época a Quinta possuía casas no pátio, uma cavalariça e outras casas para animais, sendo igualmente referida a existência de um pomar e de um olival.
No final do primeiro quartel do século XIX, eram proprietários os herdeiros de Vicente Joaquim d’Andrade sendo a Quinta composta por casas, uma plantação de trigo, pomar, olival, horta e uma besta de carga. A passagem do tempo deixou sinais evidentes de degradação no edificado, o qual foi recuperado em 2002, por iniciativa da Câmara Municipal de Odivelas, num sinal evidente da sua linha orientadora de requalificação e reabilitação do centro histórico da cidade.
Aqui estão instalados os Paços do Concelho, o Gabinete da Presidência e a Assembleia Municipal, sendo que o edifício está igualmente dotado de um Salão Nobre, um Auditório e uma Sala de Exposições.


